Slow Medicine resgata paciente como centro do processo de atendimento

Em Criciúma, Clínica Stima já adota a filosofia de trabalho, que busca a essência da arte de cuidar

Com a correria da vida moderna, até mesmo aquilo que precisaria ser feito com atenção e zelo acaba ficando em segundo plano. Consultas médicas cada vez mais rápidas, profissionais apressados e pacientes frustrados fazem parte de um cenário relativamente comum, mas que pretende ser substituído de vez pela filosofia de Slow Medicine. 

Mantendo a figura do paciente como centro do processo, o conceito pensa na integralidade da pessoa, resgatando a maneira de atuar e buscando a essência da arte de cuidar. Em Criciúma, a Slow Medicine foi adotada pela Clínica Stima e, desde então, vem oferecendo um atendimento particular a cada cliente, respeitando seus valores e sua individualidade.

De acordo com a médica coloproctologista da Clínica, Denise D’Avila Búrigo, a ideia é estabelecer um sólido relacionamento com os pacientes, analisando cuidadosamente as informações trazidas por eles. Para isso, algumas ideias diferenciadas foram colocadas em prática. A mesa, por exemplo, já não é mais um obstáculo entre as partes. O consultório também se transformou em um ambiente mais íntimo. “Criamos uma atmosfera aconchegante e acolhedora para que o paciente realmente se sinta em casa”, afirma.

A arquiteta Michele Wanderlind explica que o conceito de Slow Medicine está completamente ligado às boas práticas da arquitetura. “É uma filosofia que busca a humanização das relações. Quando alguém entra no consultório, por exemplo, percebe que o espaço foi pensado para que tenha uma excelente experiência e, por consequência, uma melhor recuperação”, comenta.

Outro ponto importante está relacionado ao tempo da consulta. “O paciente precisa estar confortável para se abrir e contar o que lhe aflige. Ele deve entender que o médico está disponível para ouvi-lo e, juntos, pensarem no melhor tratamento para aquela situação. Aqui, além da cura, buscamos essencialmente o cuidado, a melhora, o alívio e o suporte”, complementa Denise.

(Texto: Beatriz Formanski e Samira Pereira)

João Pedro Alves
Alfa Comunicação e Conteúdo 
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