Estudantes exploram o mundo arqueológico durante Semana de Ciência e Tecnologia da Unesc

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Quem passa pela tenda principal da 7ª Semana de Ciência e Tecnologia, instalada no campus da Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense), tem a oportunidade de conhecer de forma interativa e divertida parte do ambiente Pré-Histórico. Tudo isso, porque uma das atividades inseridas na semana é o Workshop de Arqueologia, que conta, inclusive, com uma réplica de um sítio arqueológico, montado já na entrada do espaço.

Voltado para estudantes da rede pública e particular de ensino as oficinas e a própria estrutura montada na tenda se tornaram uma das principais atrações do evento, totalizando 630 inscrições, de 16 escolas de Criciúma e região. “O processo de preservação do patrimônio está diretamente ligado à educação e divulgação do conhecimento. A ideia central é socializar as pesquisas”, define o arqueólogo e coordenador do workshop, professor Juliano Campos, que destaca, ainda, o apoio da Propex (Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão), Iparque (Parque Científico e Tecnológico) e UNAHCE (Unidade Acadêmica de Humanidades, Ciências e Educação).

O mundo da arqueologia

O “tour” pelo mundo da Arqueologia é dividido em duas partes. Primeiro os participantes conhecem sobre cultura e patrimônio arqueológico dos grupos índigenas Guarani e Xokleng, através da Exposição Pré-histórica do Sul de Santa Catarina: 4000 mil anos de história. Depois da fase teórica, os alunos imergem na parte prática da atividade, com oficinas de escavação, argila e arte rupestre. “Na oficina de argila, por exemplo, eles produzem réplicas de cerâmica Guarani, já na escavação eles vivenciam a técnica para encontrar no sítio arqueológico os materiais apresentados na parte teórica, como ossos, sepultamentos e materias líticos. E, por último, na arte rupestre, eles apreendem e retratam o contexto simbólico, como cenas do cotidiano e animais”, define o historiador e um dos coordenadores do Workshop de Arqueologia, Diego Moser.

Ciência alimentando o Brasil

Alinhado ao tema da Semana de Ciência e Tecnologia, “Ciência alimentando o Brasil”, as oficinas também apresentam aspectos da alimentação de antigas civilizações. “Nas oficinas eles enxergam como a cerâmica, por exemplo, foi fundamental para construir peças que auxiliaram essas comunidades a se alimentar. Também na arte rupestre e na escavação eles entendem os acontecimentos cotidianos relacionados a alimentação”, completa Diego.

Para a professora de História da Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental Marcílio Dias de Santiago, Vânia Maria Romancini, a iniciativa se torna uma extensão da prática pedagógica aplicada em sala de aula. “Ela permite aos alunos visualizar todo o conhecimento apresentado nas aulas. Eles conseguem sair dos livros e enxergar de forma consistente e divertida tudo o que explicamos”, avalia. Além disso, para alguns, a atividade é uma oportunidade de conhecer até uma potencial profissão. “Foi muito importante esse workshop, até porque eu conhecia esse ramo da História, que é a Arqueologia. Daqui uns anos, quando eu fizer vestibular, vou levar isso em consideração, mais uma profissão que eu conheci”, comemora o aluno Wellinton Dalpont.

Arqueologia no Brasil

Além do conhecimento lúdico e dinâmico, que os alunos absorvem a respeito de Arqueologia, para Diego, com as oficinas e a exposição eles também aprendem que esse contexto não está tão distante e pode ser encontrado aqui mesmo, no Brasil. “Eles entendem que a Arqueologia também acontece no Brasil, e não só no Egito, Mesopotâmia e outras civilizações tradicionalmente lembradas por isso. Nós encontramos aqui também sítios arqueológicos e grandes civilizações em contextos culturais diferente”, arremata ele.

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