A Acentra, cooperativa filiada ao Sistema Ailos, realizou na noite desta segunda-feira (8), na ACIC, em Criciúma, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) dedicada à atualização de políticas internas e ao aprimoramento da governança cooperativa. Mais de 200 cooperados participaram do encontro, que deliberou sobre mudanças alinhadas às diretrizes do Sistema Ailos e às tendências de mercado em governança, compliance e transparência.
O principal ponto da pauta foi a apresentação e aprovação da Política de Remuneração dos Administradores e Ocupantes de Cargos Estatutários do Sistema Ailos, que passa a estabelecer critérios padronizados para a definição e aplicação da remuneração total. A política também reorganiza responsabilidades internas e introduz diretrizes para a atuação de um comitê independente voltado à análise dessas práticas.
Segundo o presidente da Acentra, Dic Freire, “o objetivo é estabelecer diretrizes claras e instituir um comitê independente que vai direcionar as políticas de remuneração com base nas práticas de mercado, avaliando cenários econômicos e o contexto do cooperativismo, sempre em conformidade com as orientações mais recentes do Banco Central, órgão regulador do sistema financeiro nacional”.
As alterações aprovadas incluem a inclusão de novos princípios de governança, reforçando o compromisso da cooperativa com boas práticas alinhadas ao Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e ao movimento de evolução do Sistema Ailos. Houve ainda ajustes nas diretrizes para torná-las mais aderentes às regulamentações e tendências atuais.
No capítulo referente às responsabilidades, a AGE aprovou a reorganização das atribuições dos órgãos de governança, com a formalização dos papéis do Comitê de Remuneração e do Diretor de Riscos da Controladoria. Também foram incluídos complementos ligados ao Comitê de Auditoria, seguindo normas da cooperativa central.
Outra deliberação tratou da ratificação das alterações na Política de Sucessão dos Administradores, agora com o detalhamento das etapas do processo sucessório previsto na Resolução CMN nº 4.878/2020 e descrito nos manuais internos. A modernização busca ampliar a clareza dos requisitos e fluxos necessários para a habilitação de candidatos aos cargos estatutários. “O comitê de sucessão passa a contribuir para preparar pessoas interessadas em se habilitar para participar de futuros processos de eleição, oportunidade viável a qualquer cooperado”, ressaltou.