Desatenção infantil: quando é parte do desenvolvimento e quando pode indicar TDAH

A dificuldade de concentração é comum na infância e, em muitos casos, faz parte do desenvolvimento natural. No entanto, quando a desatenção se torna frequente e começa a prejudicar a aprendizagem, a convivência social e a rotina da criança, pode ser um sinal de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O alerta é do médico neurologista Fernando Netto Zanette.

Segundo Zanette, neurologista da Clínica Saúde São José, o cérebro infantil ainda está em processo de maturação, especialmente nas áreas responsáveis pelo controle da atenção, organização e impulsividade. Por isso, é esperado que crianças pequenas se distraiam com facilidade. A preocupação surge quando o comportamento é persistente, ocorre em diferentes ambientes e gera prejuízos reais no dia a dia.

“O TDAH não se resume a momentos de distração. A criança apresenta dificuldade constante para iniciar e manter o foco, organizar tarefas e sustentar o esforço mental, mesmo quando deseja se concentrar”, explica o médico.

O especialista também destaca que os sinais não aparecem apenas em um contexto específico. As dificuldades costumam se repetir em casa, na escola e nas relações sociais, impactando o desempenho e a autoestima. No atendimento clínico, Zanette observa que esse impacto costuma ser percebido tanto por familiares quanto por educadores.

Fatores ambientais também podem interferir na atenção infantil, como excesso de telas, sono inadequado, estresse emocional e falta de rotina organizada. “Nem toda desatenção fora do esperado significa um transtorno. O diagnóstico deve ser cuidadoso e considerar a realidade de cada criança”, reforça Zanette, neurologista do Plano de Saúde São José.

Quando identificado precocemente, o TDAH pode ser acompanhado com estratégias comportamentais, apoio escolar e, em alguns casos, tratamento medicamentoso. A intervenção adequada contribui para o desenvolvimento emocional, social e acadêmico das crianças atendidas.

“O diagnóstico não é um rótulo, mas uma ferramenta de cuidado. Ele permite compreender melhor a criança e oferecer suporte para que ela desenvolva seu potencial”, conclui o especialista.

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